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II Encontro para Educadores debate o futuro do ensino

II Encontro para Educadores debate o futuro do ensino

14/10/2019

Os desafios de se conectar com os alunos do século XXI e de prepará-los para um mundo em transformação constante foram temas em debate no II Encontro para Educadores, que ocorreu na no dia 03 de outubro de 2019, promovido pela SUMMIT no projeto Escola Criativa TRIS. Cerca de 50 professores, pedagogos e profissionais que trabalham com educação de crianças e adolescentes se reuniram na Fábrica do Futuro para trocar experiências sobre diversos aspectos relacionados ao aprendizado.

“Entendemos que são muitos desafios na educação. Para inspirar os participantes, trouxemos uma perspectiva mais otimista de futuro, com novos olhares e também práticas que já estão em uso”, ressalta Andrea Medeiros, Gerente de Marketing da Summit.

O evento teve a participação de Rodrigo Angelito – fundador da Idapt, primeira plataforma de conhecimentos de vida do Brasil – que falou sobre “New Game – Nova Era da Educação”. Segundo Angelito, as escolas precisam entender o perfil dos jovens de hoje, tanto no aspecto da linguagem, em como eles consomem a informação, quanto também na busca de ser protagonistas e não meros espectadores. “As escolas devem ensinar o que esses alunos vão usar no mundo real, como autoconhecimento, criatividade, empreendedorismo, entre outros”, destacou.

O escritor e educador André Gravatá tratou do tema “Educação, poesia e território: quais caminhos poderiam se abrir no tempo presente?”.  Para André, a educação é um processo que deve priorizar o olhar para o novo, de não se acostumar, de buscar novas experiências.

Adriana Rutzen, psicóloga e especialista em Inteligência Emocional para líderes, mostrou um olhar mais voltado para as “Emoções a Serviço da Felicidade”. Ela comentou que a felicidade está intimamente ligada às habilidades de inteligência emocional. Para Adriana, na lista das habilidades do profissional do futuro estão: criatividade, inteligência emocional, resolução de problemas e pensamento crítico. “Essas são características que a tecnologia não substitui”.

O tema de encerramento foi o “Equilíbrio entre Tecnologia e Emoções: caso Colégio Bandeirantes”, apresentado por Emerson Pereira, executivo que atua há mais de 20 anos na escola e atualmente é diretor da área de tecnologia educacional. Um dos diferenciais do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, é trabalhar a inteligência emocional com apoio da tecnologia, o que estimula a do modelo educacional. “A forma com que os seres humanos estão se relacionando é o que está mudando, e não a tecnologia”, afirmou Pereira. Segundo ele, hoje, como vivemos mais em rede, temos que ter mais confiança, ter um mundo menos hierárquico, compartilhar mais, ter mais informação, ter mais acesso, mais agilidade, customização e abundância. “Anteriormente, a escola tinha que se preocupar somente com a formação acadêmica. Hoje, as instituições têm que olhar para o mental, o físico e o emocional”, destacou.

No período da tarde, foi realizado um Workshop criativo com atividades lúdicas, em parceria com os pesquisadores do curso de Design da Unisinos. O objetivo foi promover o desenvolvimento, a reflexão e o diálogo sobre as habilidades necessárias para os educadores do século XXI. A seguir, confira algumas fotos do que rolou durante a programação: