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Importância das habilidades socioemocionais durante a quarentena

Importância das habilidades socioemocionais durante a quarentena

15/05/2020

Estamos vivendo um momento diferente, procurando nos adaptar ao novo contexto, mantendo um ritmo de trabalho e estudos adequado e, sobretudo lidando com os impactos imprevisíveis que o coronavírus trouxe para o nosso dia-a-dia. Nesse contexto, podemos destacar 3 pontos que estão tirando o nosso sono: a preocupação com a saúde, com a nossa condição mental e com o cenário econômico.

Estamos em uma luta contra o tempo e contra a disseminação de um vírus. Neste cenário, mais do que nunca, as nossas competências socioemocionais assumem um papel de extrema importância no contexto de crise. Para lidar com tantos sentimentos ligados a instabilidade, insegurança, ansiedade, medo, é preciso exercitar competências como a resiliência, autocuidado, responsabilidade e empatia.

Dentro dessa nova realidade, como famílias e educadores podem encarar esse paradigma que nos tirou da zona de conforto? Entender mais sobre as competências socioemocionais e desenvolve-las é um dos caminhos para seguirmos fortalecidos nesse momento.

Falando nisso, você sabe o que são as COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS?

São capacidades individuais que se manifestam nos modos de pensar, sentir e nos comportamentos ou atitudes para se relacionar consigo mesmo e com os outros, estabelecer objetivos, tomar decisões e enfrentar situações adversas ou novas. Elas podem ser observadas em nosso padrão costumeiro de ação e reação frente a estímulos de ordem pessoal e social. Entre outros exemplos, estão a persistência, a assertividade, a empatia, a autoconfiança e a curiosidade para aprender. Exemplos de competências consideradas híbridas são a criatividade e pensamento crítico pois envolvem habilidades socioemocionais e cognitivas. (fonte: Instituto Ayrton Senna)

Desenvolvimento pleno

(fonte: Instituto Ayrton Senna)

Segundo a gerente executiva do Instituto Ayrton Senna, Inês Miskalo, o isolamento social deverá exigir capacidade de organização de todos nós: “vamos ter que aprender a conviver de maneira responsável e engajada: cuidando de si e do outro para um bem maior”. Como grande parte das nossas atividades estão concentradas no ambiente da casa, o foco será uma capacidade chave, não apenas para os estudantes, mas os profissionais que estão em regime de home office também, afinal, as nossas responsabilidades, apenas aumentaram.

A presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, Anna Helena Altenfelder, salienta que “não existe saúde individual sem saúde pública. O fato de as pessoas se sentirem preservadas ou protegidas não exime que elas se preocupem com aquelas pessoas em condições mais vulneráveis que sofrem os efeitos da pandemia”. Por isso, a empatia e da solidariedade assumem papéis fundamentais para a contenção ao novo coronavírus e também denota uma responsabilidade coletiva.

Não menos importante, para aprendermos a lidar com os nossos sentimentos, é imprescindível termos consciência das nossas inseguranças e ansiedades – aí entra o processo de autoconhecimento e autogestão. Quando trazemos isso para um contexto de pandemia, muitas vezes transmitimos os nossos anseios através da comunicação, porém, isso pode ter uma influência negativa sobre as crianças.

Segundo a educadora Tonia Casarin “as emoções são contagiosas” e essas emoções estão diretamente relacionadas ao nosso senso de segurança. Tonia recomenda aos familiares que mantenham uma comunicação clara e aberta com as crianças, tirando suas dúvidas e entendendo o nível de conhecimento delas sobre o assunto. E, assim, é possível passar as informações que realmente estão sendo demandadas. Inclusive, no IGTV da Escola Criativa, postamos um vídeo em que convidamos uma mãe e diretora pedagógica, Fabiane Roleto, para dar dicas de como ajudar os pequenos a conversarem sobre os seus sentimentos durante essa fase. Para acessar esse conteúdo, basta clicar no link a seguir.

Já para os adultos, é preciso entender que este é, mais do que nunca, um momento de olhar pra dentro, separar um tempo para cuidar de si mesmo, gerir as suas competências socioemocionais, ser flexível e, aceitar que está tudo bem não dar conta de tudo. Para quem puder, a sugestão é, além das demandas diárias, também separar um tempo para realizar atividades que te transmitam tranquilidade, pode ser ler, ver filmes, seriados, exercício físico e até aquela ligação para alguém especial.