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EdTech 2020 – “novas tendências em educação para dentro da sala de aula”

EdTech 2020 – “novas tendências em educação para dentro da sala de aula”

11/03/2020

No dia 11 de fevereiro de 2020 o projeto Escola Criativa esteve presente no EdTech Conference, da Startse, em São Paulo. Foi um dia repleto de conteúdos inovadores e que estão em total sinergia com os assuntos que estão no nosso radar. Neste post iremos compartilhar alguns dos principais conceitos da área de educação e tecnologia trazidas no evento.

O acesso a informação está cada vez maior, mais democrático e ao alcance de mais pessoas – e isso não é novidade. As tecnologias vêm ganhando mais espaço no nosso dia a dia, seja nas nossas casas, nas salas de aula ou nas ferramentas que usamos. Além disso, as transformações digitais mudaram as formas como nos relacionamos, empreendemos e também impactaram as nossas práticas culturais. Ou você não se lembra como era a vida antes do Uber? Ok, não faz tanto tempo assim, mas é um ótimo exemplo de como essas transformações implementaram mudanças no nosso cotidiano e impactaram até a nossa forma de consumir.

Além disso, segundo dados publicados pela Singularity, até 2045 a tecnologia alcançará uma capacidade maior que todos os cérebros juntos. E nesse ambiente em constante transição, como os educadores podem seguir seus propósitos e implementar esses conceitos e discussões na sala de aula?

Segundo John Dewey, a verdadeira aprendizagem deriva da experiência, ou seja, colocar a mão na massa, demanda pensamento crítico e criatividade, processo esse que resulta em aprendizado. Se até ontem a escola era baseada em: disciplina, certificação, socialização e conteúdo, o modelo atual (e futuro) é baseado em uma rede de aprendizagem. Durante a sua palestra no EdTech, o professor Luciano Meira, reforçou essa ressignificação de métodos, a disciplina baseada em cooperação dá lugar para pedagogia dialógica, assim como a certificação tradicional perde significado e é substituída por habilidades cognitivas, socioemocionais elevadas e tecnologias emergentes como nanodegrees + blockchain. A socialização e conteúdo estão migrando para o espaço online focado em relacionamento e experiência. Então, os educadores não estão apenas formando seres humanos, também são responsáveis por ensinar as pessoas que irão alimentar os dados e tecnologias futuras.

Segundo uma pesquisa divulgada pela McKinsey, a Inteligência artificial cada vez mais intensificará a demanda por habilidades cognitivas superiores e socioemocionais elevadas. Nas palavras de George Vaillant, professor da Harvard Medical School e diretor de pesquisa do Departamento de Psiquiatria do Brigham e Women’s Hospital, o sucesso profissional e financeiro depende mais das qualidades das relações do que da inteligência (QI). Ou seja, precisamos intensificar a importância destas habilidades no processo da educação.

De acordo com outra pesquisa realizada por Hunter Gehlback, pesquisador e chefe da área de psicologia da Johns Hopkins School of Education, o conhecimento de semelhanças interpessoais entre professores e estudantes ajuda com que as duas partes se conectem, o que resulta em um aumento significativo no desempenho acadêmico dos alunos. Logo, os relacionamentos impactam não apenas as competências socioemocionais, mas assumem grande importância no desenvolvimento das competências cognitivas também. Podemos arriscar dizer que a criatividade é um processo de construção, depende de inúmeras variáveis como os contextos da ação e tempo da experiência.

Nesse ambiente cada vez mais tecnológico, Alexandre Campos – Head do Google for Education Brazil e palestrante do evento, afirma que a tecnologia por si não irá melhorar a educação, mas pode ser uma parte importante para a solução e, na visão do também palestrante do EdTech e diretor de desenvolvimento global e comunicação do Instituto Ayrton Senna, Emilio Munaro, talvez a grande inovação do século XXI não seja apenas a tecnologia, mas a capacidade de olhar o ser humano, como um todo, integralmente – e entender que cada vez mais precisamos ser vulneráveis para inovar e sermos criativos.